A História da Impressão
A imprensa é uma das contribuições de João Gutenberg, ou Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg (Mogúncia, c. década de 1390 - 3 de Fevereiro de 1468); com anterioridade se tinham empregado, também desde a época de Suméria, discos ou cilindros sobre os quais se tinha lavrado o negativo do texto a imprimir que geralmente era só a rubrica do dono do cilindro e outorgava certeza de autenticidade às tabletas que a levavam.

As imprensas na Idade Média eram simples tabelas gordas e pesadas ou blocos de pedra que se apoiavam sobre a matriz de impressão já entintada para transferir sua imagem ao pergaminho ou papel. A imprensa de Gutenberg é uma adaptação daquelas usadas para espremer o suco das uvas na fabricação do vinho, com as quais Gutenberg estava familiarizado, pois Mogúncia, onde nasceu e viveu, está no vale do Reno, uma região vinícola desde a época dos romanos.

Depois da invenção dos tipos e a adaptação da prensa vinícola, Gutenberg seguiu experimentando com a imprensa até conseguir um aparelho funcional. Também pesquisou sobre o papel e as tintas. Uns e outras tinham que se comportar de tal modo que as tintas se absorvessem pelo papel sem escorrer-se, assegurando a precisão dos traços; precisava-se que o secagem fosse rápida e a impressão permanente. Por isso, Gutenberg experimentou com pigmentos a base de azeite, que não só usou para imprimir com as matrizes, senão também para as capitulares e ilustrações que se realizavam manualmente- e com o papel de trapo de origem chinesa introduzido na Europa em sua época.

O primeiro livro impresso por Gutenberg foi a Bíblia, processo que se iniciou cerca de 1450 e que terá terminado cinco anos depois em Março de 1455.

Para comprovar a magnificência deste inventor alemão do século XV, realiza-se anualmente, nos EUA, o "Festival Gutenberg" - uma espécie de Feira de demonstrações e inovações nas áreas do desenho gráfico, da impressão digital, da publicação e da conversão de texto - que só comprova que a invenção do mestre Gutenberg consegue, ainda hoje, cultivar seguidores que, da sua experiência-base, tentam superar o invento e adaptar as tecnologias modernas às exigentes necessidades do mundo atual.

História do Cartão de Visita

Cartões de visitação (visiting cards), século 17, França
Os cartões de visitação ou "Visite Biletes" tinham o tamanho de uma carta de baralho, um pouco menor do que a mão de um homem. Na verdade, os cartões de visitação mais antigos eram de fato cartas de baralho: os visitantes assinavam e escreviam informações nestas cartas. Com o passar do tempo, os cartões de visitação evoluíram para outros tipos de cartões, como os cartões de saudação.
Estes primeiros cartões surgiram na França durante o reinado de Luís XIV, "Le Roi Soleil". Eles eram usados para introduzir seus donos com toda a glória.
Luís XIV nasceu em 1638 em St. Germain-en-Laye, na França. Ele foi rei da França entre 1643 e 1715 (72 anos, o maior reinado da história européia) e sua corte em Versailles se tornou um exemplo para (ou talvez o desespero de) outros príncipes menos ricos e influentes.
Como grande patrocinador das artes, Luís ofereceu suporte a escritores e artistas proeminentes como Moliere, Jean Racine, Jean de La Fontaine e Charles Le Brun. O arquiteto Jules Mansart supervisionou a construção do palácio em Versailles e, devido à sua elegância e luxúria, Luís foi considerado como "Le Roi Soleil" e "Le Grand Monarque".

Cartões comerciais (Trade cards), século 17, Inglaterra

Os cartões comerciais são considerados os precursores dos cartões de visita e eram usados por toda a Inglaterra. Os cartões comerciais mais antigos datam do século 17 em Londres. Eles eram usados como propaganda e incluíam mapas de como chegar ao estabelecimento comercial, pois não existia um sistema formal de numeração de ruas na época.
A popularidade dos cartões comerciais cresceu rapidamente pois eles eram uma forma de propaganda mais eficiente do que os jornais da época, que não eram muito desenvolvidos.
Os cartões desta época eram impressos utilizando o processo de alto-relevo em madeira ou metal (semelhante a um carimbo). Já no século 18, o processo de alto-relevo em cobre tinha sido popularizado. E até o século 19, os cartões comerciais eram feitos em uma única cor ou com tintas simples. À medida que a quantidade de empresas aumentava, assim aumentava a produção e a distribuição de cartões comerciais. E em 1830 a impressão por litografia, que permitia a utilização de várias cores, se tornou o método mais comum na Europa.
E durante o século 19 os avanços em tecnologia e comunicações permitiram que a distribuição de jornais e periódicos se tornasse viável. Dessa forma, a propaganda em jornais passou a ser acessível aos empresários.

Cartões de visita (business cards), século 19, Europa

Os cartões de visita chegaram à Europa e à América através das regras de etiqueta da côrte francesa. Estes cartões incluíam ornamentos e brasões incrivelmente detalhados, e eram essenciais para qualquer homem ou mulher no século 19.

Cartões de visita (business cards), século 19, Estados Unidos

Nos Estados Unidos existia uma diferenciação entre os cartões de visita e os cartões de visitação. Os cartões de visitação eram considerados como evidência de certas obrigações sociais, além de servir como uma breve carta de introdução de seu proprietário. A pilha de cartões disposta no hall de entrada era usada como uma lista de pessoas que ligaram e cujas ligações deveriam ser retornadas.
Os cartões de visita, por outro lado, eram populares entre todos que tinham um negócio a divulgar. Era considerado inapropriado usar um cartão de visita nas obrigações sociais, e deixar um cartão de visita com os empregados da casa poderia implicar que você ligou para cobrar uma dívida.



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